Agências Matrimoniais - A Nova Fronteira do Amor |
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Rosana Zakabi - Veja Edição 1 741 - 6 de março de 2002
O casamento vira
Agências matrimoniais que operam
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Uma das maiores empresas do ramo casamenteiro em Rio de Janeiro, que conta com 450.000 clientes.
Deles, 20% se conheceram pessoalmente, mas menos de 5% se casaram. "Nosso objetivo é promover a aproximação, o resto é com eles",
diz Roberta Vairolatti de Oliveira, diretora de marketing. Outro site de peso de São Paulo, que
funciona há dois anos e meio e tem 200.000 inscritos no Brasil, em Portugal, na África e entre os dekasseguis que trabalham no Japão.
Estima que 7.000 estejam namorando – sessenta já se casaram. "Começamos com computador e telefone em casa e fomos
crescendo aos poucos", diz Marly Kotujansky, uma das sócias.
Entre os clientes que se deram bem estão a enfermeira Sandra Celidonia, de 41 anos, e o comissário de bordo Edson Ribeiro, de 43, de São Paulo. Eles se conheceram pessoalmente em julho de 2000 após se corresponderem durante três meses por e-mail. Casaram-se em janeiro do ano passado e, quatro meses depois, Sandra engravidou. O bebê, um menino, nasceu em janeiro. "No início eu não acreditava que pudesse conhecer alguém interessante pela internet e me surpreendi", revela Sandra, que havia sido casada por dez anos e ficou viúva depois que o marido morreu de cirrose hepática, em setembro de 1998. Sandra permaneceu um ano sem sair de casa e quando finalmente recomeçou a freqüentar barzinhos não conseguia se aproximar das pessoas. "Eu nem sabia mais como era namorar, muito menos paquerar", diz ela. O serviço também atrai pessoas mais jovens, como o estudante de direito Magloni Chimello, de 21 anos, e a estudante de jornalismo Andressa Dantas, de 18. Os dois se conheceram há três semanas e estão namorando. "Está muito legal, mas ainda é cedo para decidir se vamos casar ou não", declara Magloni, que se cadastrou por indicação de um amigo. "Eu queria conhecer alguém que tivesse boas referências", justifica. Para tentar aproximar os clientes de forma descontraída, uma agência paulista promove encontros duas vezes por mês, geralmente às quintas e sextas-feiras, em bares e danceterias. Cada encontro reúne entre cinqüenta e 100 pessoas. "Mandamos o convite por e-mail e os associados acabam se conhecendo lá mesmo", diz Ricardo Pirola, um dos donos do site. Alguns clientes mais tímidos costumam levar amigos aos locais marcados para não chegarem sozinhos. A personal system Ornella Colameo, de 28 anos, foi a um desses encontros para acompanhar amigos e adorou. "Como as pessoas estão se conhecendo naquele momento, o clima fica muito mais divertido", diz Ornella. "Agora vou em quase todos os encontros." Uma agência paulista tem parceria com uma americana, com sede em Chicago e 3.700 associados. Em abril, alguns deles irão ao Rio de Janeiro em excursão. Lá, devem conhecer brasileiros em busca de casamento. Está aí uma das vantagens dos casamenteiros on-line: a internet não tem fronteiras. |
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Os sites que oferecem serviços de paquera e aproximação de pessoas sempre fizeram sucesso na internet, mas nunca
foram considerados muito sérios. Era comum os candidatos a namorado informarem nome e profissão falsos, o que tornava
o contato de alto risco. Esse quadro começou a mudar recentemente. Surgiram empresas especializadas que funcionam no
esquema das tradicionais agências de matrimônio, só que em versão virtual: entrevistam os candidatos, descartam logo os
desempregados, checam se têm carro e imóvel próprios e até pedem atestado comprovando que não há antecedentes criminais.
A partir daí, promovem a aproximação de casais por meio de e-mails, troca de fotos e encontros em bares, churrascos,
danceterias e restaurantes. A utilização dos serviços casamenteiros custa de 5 a 40 reais por mês, em média.
É bem menos que o cobrado em agências matrimoniais tradicionais, cujo cadastro pode sair por 500 reais.
Há dois anos, havia cinco agências operando pela internet no Brasil. Hoje, são mais de vinte. "Esse mercado é
muito promissor", entusiasma-se Roque Abdo, presidente da Associação Brasileira dos Provedores de Internet (Abranet).
"Promover casamentos pela internet virou um negócio para profissionais."
Numa agência à moda antiga, os pretendentes são apresentados um ao outro quase em seguida. De certa forma, isso é uma vantagem, pois evita a criação de expectativas e, conseqüentemente, decepções muito grandes. De modo diferente, na virtual, o casal pode estabelecer primeiro um relacionamento por e-mail, adiando o momento do encontro cara a cara. De acordo com levantamento feito entre os principais sites de relacionamentos do Brasil, 40% dos clientes têm nível superior completo, 5% fizeram mestrado, 1%, doutorado e 20% estão cursando alguma faculdade. Uma pesquisa mais específica mostra que 66% possuem automóvel, 31% fumam, 43,7% praticam esportes regularmente e 3,3% são homossexuais. |
My Love Brasile è uma agência matrimonial especializada em promover a comunicação
e aproximação entre homens e mulheres da EUROPA com homens e mulheres do Brasil descompromissadas que desejam compromisso serio.
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Rosana Zakabi - Veja Edição 1 741 - 6 de março de 2002

Os sites que oferecem serviços de paquera e aproximação de pessoas sempre fizeram sucesso na internet, mas nunca
foram considerados muito sérios. Era comum os candidatos a namorado informarem nome e profissão falsos, o que tornava
o contato de alto risco. Esse quadro começou a mudar recentemente. Surgiram empresas especializadas que funcionam no
esquema das tradicionais agências de matrimônio, só que em versão virtual: entrevistam os candidatos, descartam logo os
desempregados, checam se têm carro e imóvel próprios e até pedem atestado comprovando que não há antecedentes criminais.
A partir daí, promovem a aproximação de casais por meio de e-mails, troca de fotos e encontros em bares, churrascos,
danceterias e restaurantes. A utilização dos serviços casamenteiros custa de 5 a 40 reais por mês, em média.
É bem menos que o cobrado em agências matrimoniais tradicionais, cujo cadastro pode sair por 500 reais.
Há dois anos, havia cinco agências operando pela internet no Brasil. Hoje, são mais de vinte. "Esse mercado é
muito promissor", entusiasma-se Roque Abdo, presidente da Associação Brasileira dos Provedores de Internet (Abranet).
"Promover casamentos pela internet virou um negócio para profissionais."